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Mulheres, sempre presentes!

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E, agora, com a possibilidade de serem livres. A atualidade tem garantido espaços e condições às mulheres que antes só eram “pertencentes” aos homens. Quando as mulheres, porventura, desempenhavam alguns dos papéis masculinos, era simplesmente por necessidade cotidiana e, ainda assim, “invadindo” minimamente o “mundo” que não era delas.  Os séculos passados impediam as mulheres de serem aquilo que elas queriam, já que os homens ditavam como elas deveriam ser, sentir, comportar-se. Até mesmo seu sorriso era algo controlado pela sociedade. Sem possibilidades de serem humanas, viviam presas às condições impostas pelo masculino. A mãe, sempre comparada à Nossa Senhora, tinha que buscar, da forma que era possível, sempre parecer a Virgem Maria. Foto: à esquerda, Maria Augusta de Oliveira (1879). À direita – banco de imagens do CANVA (atual) Muitas mulheres tiveram que agir, conforme as exigências da sociedade de seu tempo. Porém, mulheres como Maria Joaquina de Almei

O café do passado e o café do presente

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Quando apreciamos esta bebida, muitas vezes não percebemos toda a sua história e importância cultural. Uma bebida que trouxe prosperidade ao mais simples agricultor e grande riqueza aos que ficaram conhecidos como “Barões do Café”. O café de origem árabe, chegou ao Brasil pelas mãos de Francisco de Mello Palheta, que foi presenteado com mudas da rubiácea, em visita às Guianas. Com isso, por volta de 1720, o café foi trazido ao Brasil.  Sorte a nossa!!!!! Porém, seu grande florescer foi no Vale do Paraíba Fluminense e Paulista.  O café não é algo que mudou só a economia, mas também mexeu com nosso jeito de pensar, relacionar-se, consumir, ser…  Fez com que o Vale do Paraíba se tornasse uma grande potência. As vilas e freguesias cresceram e o cenário mudou, por conta do grão. A mata foi derrubada, os sertões deixaram de ser incompreensíveis. A Estrada Real Caminho Novo da Piedade foi o caminho por onde as grandes propriedades cafeeiras se constituíram e deram forma aos municí

A vida é um sopro!

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 Nunca na história desse mundo contemporâneo a morte esteve tão latente. Ela segue sendo a protagonista num contexto de pandemia. Segue sendo a dor final de quem fica com seus cacos de lamento para serem remendados. A morte a que estamos nos referindo é aquela que cessa a vida física. Há um tempo previsto que se determinam pra vivermos o luto, estabelecem até alguns dias para entender, digerir e caminhar novamente. E dizem para você: Vai passar, você será confortado. Ele ou ela estão em paz. E você tenta ao longo de seus dias, como um mantra, repetir que isso é verdade. Mas o que se discute aqui é que, para além da morte física, o que não estamos tendo tempo de deixar as pessoas enlutadas em seu canto, pois todo dia elas estão sendo lembradas que a vida cessou aqui, ali, aqui, ali novamente, seja por COVID ou por outra doença, acidente e demais fatalidades, há a morte da dignidade, da coragem, do anseio pela esperança. Há mais de um ano estamos assim. O retrato de família parece mais v

O líder e o cidadão

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                   Por Diego Amaro de  Almeida e Lilian de Paula Santos Assim como alguns temem um grande monstro, há outros que temem a democracia. Temor compreensível, caso não tenhamos noção desse importante exercício. Somente dia após dia, estudo atrás de estudo, cases e mais cases, é que venceremos! Afinal, para nadar de braçada, precisamos conhecer. Um belo espetáculo de dança torna-se prazeroso de ser visto e nos provoca a sensação de que foi fácil chegar até ali. Mas é somente nos bastidores que conhecemos e podemos contabilizar as horas e mais horas transformadas em dia de treinamento. De tanto treinar, o dançarino se torna dono de sua arte. E foi também pelo conhecimento que a humanidade chegou a esse nível complexo de regime político. O que difere a democracia dos outros sistemas de governo não é apenas o fato de escolhermos nossos representantes, mas, sim, para além disso, pois os que governam não têm poder para agirem sozinhos. De nada eles têm em comum com aqu

Ofensas gratuitas no mundo dos "corajosos do teclado". Quem é o vilão?

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(Entende-se pelo sujeito  VOCÊ do texto, um ser genérico, ilustrativo, apenas reflexivo). Parte de mim curte sua postagem. Parte de mim te repudia. Parte de mim vota em sua causa, outra parte te sabota pelas costas. Afinal, que ser humano sou eu? Já pensou em quantas vezes você embarca em causas e projetos que não lhe cabem ou que não são de seu feitio só pra se integrar? Mas como há maneiras de se integrar com o que não lhe cai bem? A gente segue alguém nas redes sociais e o venera até a página 12. Até que ela vai e solta meia dúzia de verdades na página seguinte e você, na mesma intensidade do clique que a seguiu, torna-se "o corajoso do teclado" e a deleta de sua vida. Como se todo o aprendizado adquirido ao longo do tempo com aquela pessoa não tivesse valido de nada. Memória de peixe ou ignorância mesmo!? Não sabemos dizer! O "você" do texto nem sabe quem é, então como vai poder seguir alguém que o agrada sendo que nem compreende o que qu

Um prêmio pra quem agradar a gregos e troianos: Os públicos nas redes sociais

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Diego Amaro de Almeida e Lilian de Paula Santos Aqueles que desejam entrar para o “mundo” das redes sociais, enfrentaram diversos desafios.  Sem dúvidas, um dos maiores deles é a relação com o “gosto” público.  Uma velha expressão pode nos ajudar a refletir sobre o tema. “Não é possível agradar a gregos e a troianos", essa é a ideia que nos tem sido passada por séculos ao longo da história, nos remete à antiguidade, quando os gregos, querendo vingar o “rapto” de Helena, a esposa do rei espartano, pelo príncipe de Tróia. Não vamos entrar nos pormenores do épico conto de Ulisses. Mas vamos pensar no que esse “não agradar” pode nos ensinar. O acesso às tecnologias digitais, permitiu que todos nós pudéssemos nos tornar criadores de conteúdos e, assim, atuarmos em vários “nichos” de temas. Todos, sem exceção, podem, do dia para a noite, conquistar, sem exageros, milhões de seguidores. Basta um smartphone e acesso à internet para que o conteúdo  que você “produziu” se torne “viral” em u

Um novo mundo para as profissões - em defesa de um futuro

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Diego Amaro de Almeida Lilian de Paula Santos Se antes compreendíamos que nossas vidas estariam baseadas em nossas escolhas profissionais, hoje percebemos que nossa escolha nada pode garantir. Depois da morte, a mudança se tornou a segunda verdade, é uma eterna constante em nosso tempo. As grandes mudanças, as quais o mundo está imerso, estão para além das tecnologias digitais. E todas essas modificações, provocam também alterações na forma com que nos comportamos, nos relacionamos e consumimos. É elementar que tudo isso exigirá novas profissões. Além disso, temos o fato da grande crise provocada pela COVID-19, que colocou fim em muitas vidas tanto no universo da saúde física-mental quanto financeira.  No meio desses dois problemas, tivemos que rever nossa forma de ser e fazer, pensar e agir fora da “caixa”. Mas estar fora da “caixa” é muito mais do que encontrar novas formas de construir algo, agora é DESTRUIR o que existia para que, assim possamos desenvolver “coisas” significativas