segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

2024 de reflexões

É sempre assim.
Tempo de sonhar, tempo de realizar,  tempo de recuar e de deixar ir.
Tempo de aprender a se comportar diante de cenários, situações e pessoas.

2024 virou  há  mais de 360 dias.
E o que você  fez neste tempo?
Foi tempo de...

Bom, para  mim foi um ano de ganhos e perdas.
A cabeça esteve boa, o corpo também. 
Às vezes, uma dorzinha aqui e outra ali.
Mas não  deixei de pedalar, caminhar, correr, malhar  e até  dançar.  Olha  minha retrospectiva aí  embaixo. 

Tive também,  junto  com Luis, a oportunidade  de viajar e conhecer sem ter medo do novo. Fomos para a Espanha,  Portugal e Marrocos. Além de muitos destinos no Brasil.
Sim, uma dádiva. E eu agradeço. 

Fiquei mais loira, celebrei a vida da família e de amigos irmãos.

E festejamos mesmo. Não  somente  em aniversários, mas com milagres de uma nova chance de viver, após  alguns sustos.
No trabalho, celebrei a vitória de muitos jovens e de muitas famílias e fui testemunha ocular daquilo que  o coração fica grato. O amor.
Lá também  fui agraciada com a Medalha Marechal José Pessôa. 

Corri numa corrida de rua com uma amiga que a bike me deu.
Eu a vi vencer e meu coração se encheu.

E foram tantos encontros e reencontros que a bike me permitiu, amizades boas demais. #Rachel #Ossimar #Josy #Vanessa #Henrique #Cunhado #Fabio #Celinha #Ivone #etantosoutros

Na família, vi os amados sobrinhos: casar, trabalhar, estudar,  competir em torneios de dança,  ganhar  as quadras  de futsal e os campos de futebol.  O Estádio Dario Rodrigues  Leite  ficou pequeno para nosso mais novo sobrinho encher a  rede de gols.
Cafés, almoços, gentilezas e danças,  foram inúmeros.
Que honra!

Equipe da Azul sendo extremamente  solícita a um pedido  nosso. 
Vou ser injusta, pois há muito mais fotos  de diversos encontros com amigos.

Também  tive despedidas...e das que trago como um exemplo  de vida é a Fernanda Zanin, ou melhor, minha Fernandoca.  Nos veremos num outro plano, onde sua cadeira de rodas continuará  sendo sua asa e jamais sua âncora.

Eu vou falhar aqui em lembrar de tantas cenas, cheiros, cores, sons, energias.
E tudo veio para o bem, para o meu crescimento  humano, minha humanidade e, sem dúvidas, para minha partilha.

Aproveito e compartilho a imagem abaixo, pois achei linda.


Se parar para pensar o ano que parece ter passado num sopro, não  foi.
Se permita  refletir  sobre a soma de cada segundo, minuto,  hora, dia e os meses. Se permita ver para além  das convenções sociais. Se permita olhar para si, para o seu interior e veja quem era o seu eu no primeiro dia deste ano e quem ele é agora
Só te desejo  enxergar a divindade que é ser você! 
As maravilhas de um ano mágico- o melhor de sua vida! 

Que venha 2025.
Estarei te esperando.


segunda-feira, 25 de novembro de 2024

A carta

Era para ser só uma carta.
Mas cada linha escrita traz a intensidade dos pensamentos de um pai, que se viu num acontecimento divisor de águas.
O ano era 2009. O mesmo em que nosso amado pai João Batista descobriu o câncer. Ele havia voltado de uma formação espiritual, em que foi lhe cobrado expor sentimentos.
Até aquele exato momento ele não era de falar muito. A doença veio como um rompimento bruto no jeito vivido por ele até ali.
A partir daquele exato diagnóstico, algo mudou.
E por mais que ele tenha passado a falar de seus sentimentos a partir daquele dia, que tenha permitido a nós, seus discípulos, o abraço mais forte e profundo do mundo, nunca vamos saber o que de fato passava por aquela cabeça. Quantas expectativas, frustrações, medos, alegrias, arrependimentos, realizações...

Tudo tão desconhecido como o universo.

Isso! O pai era um universo de momentos, grandes e pequenos. E os tivemos, sorte a nossa!

A partir do tratamento do câncer, ele nos possibilitou chegar mais em seu coração, ao mesmo tempo que nos blindava de muitas coisas. Era um escudo, um protetor, um herói.

Vou ser sempre repetitiva neste quesito. Pois nunca vou me cansar e esquecer desses grandes e pequenos momentos.

Memórias, cicatrizes boas, tatuagens da alma.

Passados 10 anos do primeiro diagnóstico, ele partiu.
Era um dia 9 de julho, do ano de 2019.

A partir daí, a comunicação transcendeu.

Até que, um certo dia, no ano de 2023, minha irmã amada Angélica e, posteriormente, meu mano Dú, foram a um centro espírita para conhecer demais pessoas que também sentiam a presença de seus entes queridos, mas queriam saber se estavam bem.

E a sorte nos encontrou novamente.
Ambos foram brindados com uma carta. 
Em ambas, o pai diz estar tudo bem!

Em mais detalhes, na carta direcionada ao Dú, ele descreve nossos nomes e alguns momentos vividos.

Eu fiz a leitura da carta, em um encontro em família.

Impossível não se emocionar.
A serenidade da escrita, a preocupação com nossos sentimentos, a semelhança da letra que transcorre na carta com a do pai, além da assinatura idêntica "João Batista" arrepiaram.

Pai, somos à moda antiga. 
Gostamos de carta.
Gostamos de mensagem. 
Gostamos de saber se está bem olho no olho. Obrigada por aparecer nos meus e nos sonhos de alguns de nós. 
Acima é uma carta para o senhor.
 
     Carta escrita pelo pai em 2009


Qual a saída  pra você  que não expõe seus sentimentos? 
Eu diria: não sei! 
Só sei dizer como encaramos esse problema e como mudamos na mudança da percepção de vida de nosso pai.
A partir do que ele e a mãe precisavam, e o que nós desejávamos apenas estar, nos moldamos. E cada um entregou o que tinha em si.
Angélica cuidou à sua maneira, mesmo que  de longe. 
Adelita cuidou dos detalhes.
Elizete gostava de conversar com o pai e com a gente. 
Eu entreguei o amor, apesar de sempre estar muito emotiva junto ao pai, mãe  e irmãos.
Dú era o único que conseguia passear com o pai, mesmo ele estando muito debilitado. 

E durante o tratamento e no período posterior à doença, falamos desses sentimentos e entendemos que cada um juntou seus próprios cacos pra formar um quadro novo.

Mesmo com seus retalhos, esse retrato da vida foi perfeito. Pois onde tem amor, sempre é e será!

O que te digo pra fazer? 
Vou parafrasear Fernando Pessoa.

"Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes".

Assim termino minha carta a você!
Obrigada  por estar comigo. Com a gente.


Ah, por último, trago parte da carta psicografada que recebemos do pai. Apenas para ver a semelhança da assinatura real com a da carta.

segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Como se preenche um vazio?


Sempre que perdemos algo, sempre que trocamos o conhecido pelo novo, sempre  que nos despedimos de alguém que amamos ou simplesmente conhecemos, fica um vazio. 
E por qual motivo? 
Não deveríamos nos preencher com tudo o que fomos absorvendo usufruindo desse "algo", desse "conhecido", desse "saudoso ente ou conhecido"? 

Pois é, mas a nossa vida não  é programada  para os imprevistos.
Achamos que temos tudo na prateleira, encaixadinho em seus devidos lugares. Mas não! 
No mundo da bike, rapidinho a gente resolve o problema de um pneu vazio.
Mas na vida, além do pedal, como fica? 
Aprender a lidar com esses vazios é algo necessário.  Mesmo sabendo que, quando superamos um vazio,  logo vem outro. Copo meio cheio, copo meio vazio. 
E assim a vida se faz!

Com suas certezas, como a do poder do amor, das relações, das conquistas,  dos desenvolvimentos espirituais e profissionais, da grande dádiva da RESILIÊNCIA!
E com as teimosas incertezas,  que nos fazem tremer na base, perder o chão,  o rumo, o sentido, nos fazem CHORAR!

O certo é que a cada "novo vazio", devemos olhar para os "antigos cheios" que aprendemos a forjar.
Se perdeu algo, reconstrua!
Se trocou o velho pelo novo, comece a reescrever uma nova história!
Se perdeu alguém,  seja forte! Mas lembre-se, há um tempo de chorar, um tempo de sorrir. E certo mesmo é que a lágrima  que hoje escorre, amanhã secará e dará lugar a um sorriso  e à gratidão de ter podido viver e beber da fonte da vida de quem se amou e ainda se ama.

Um especial  abraço  a todos os que  tiveram suas perdas, aos que se lançaram aos novos começos e até  mesmo aos que fizeram o caminho inverso,  ou seja, deixaram o novo e voltaram ao antigo.

Foi dada a nós a permissão de viver!
De sermos gente, humanos e humanizados.
Então, com medo mesmo, vamos viver! 

segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Quando a gente muda por fora, é que algo mudou por dentro

Ao ouvir a frase que intitula este meu novo texto,  refleti sobre quando mudamos!
Impossível não mudar, depois de viver 24 horas de um dia, ou um fim de semana especial.
Para muitos, há um antes e um depois de uma perda, uma conquista, uma palavra não cumprida ou que  não deveria ser dita.
A gente muda!
No físico, surgem as marcas  de expressão, os cabelos brancos,  o ritmo  mais lento em uma corrida. 
Na alma, surge a cada instante a valorização ainda mais intensa de cada segundo de vida, e a certeza de que cada dia vivido com quem se ama, é o dia mais  importante  de sua breve trajetória. 

Para complementar a frase do tìtulo, meu sábio irmão Eduardo também me disse: "A gente é o que é, e não o lugar onde estamos".
Falávamos sobre a vida, sobre amigos, momentos  etc. E como saio grandiosa de cada instante  com ele. Ele nem imagina! Ops, deve estar lendo isso agora,  rsrsrs.

Somos dois irmãos de sangue,  dois irmãos que se escolheram muito, mas muito antes dessa vida. É conexão que transcende.

Enfim, foram duas provocações que me fizeram fazer o check in no aeroporto  da alma e embarcar em mais uma viagem interior.

Não  foi preciso muito esforço para olhar  para mim e perceber que nos modificamos a cada segundo. 
Não falo de caráter, é sobre o amadurecimento e o envelhecimento.
É sobre jogar fora aquilo que não mais te serve. E entender que está tudo bem! 
Passou! Näo era seu. E quem desceu do seu trem, tinha de ir até  aquela estação mesmo. "TUDO É COMO TEM DE SER". 
Nem pense em se arrepender! 
O amadurecimento vem para peneirar o que de fato te soma, te traz brilho nos olhos e esperança para alma.
O envelhecimento é um presente aos que caminharam e não tombaram.
Sorte a nossa, estarmos aqui hoje, amadurecidos para alguns desafios e aprendendo sobre outros, seja sozinhos, seja com anjos por perto (família  e amigos).
E se eu parei para escrever essa curta reflexão,  é pelo simples motivo que meu amadurecimento me permitiu falar.
E se, de fato, isso também te serviu, comente.
Vem amadurecer,  envelhecer, aprender, desaprender e reaprender na escola da vida.
Obrigada  pela leitura!



quinta-feira, 6 de junho de 2024

Das tormentas da vida!


Por Diego Amaro de Almeida
e Lilian de Paula Santos




Qual o sentido das coisas? 

A pergunta surgiu da motivação para a realização das coisas. 
Tal questionamento não teve origem sozinho. Foi fruto da conversa entre novas e antigas gerações.

Das inúmeras indagações surgiram:
Por qual motivo escolhi  essa formação? Por qual razão  estou nesse emprego? 
Por qual  motivo passo tanto tempo em uma determinada experiência? 
Por que perdi a motivação  para o estudo e atividades físicas? 
Por qual sentido temos tantas frustrações em determinadas atividades?  

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Quando nos referimos a uma tormenta, podemos estar falando tanto de uma grande tempestade literal quanto de dificuldades significativas no sentido figurado. Em ambos os casos, quando nos deparamos com momentos de grande turbulência em nossas vidas, inicialmente podemos não ter clareza sobre o desfecho desses eventos negativos. 

O importante lembrar que, não importa quão intensa seja a tormenta, ela também passará.

Ao enfrentar essas situações desafiadoras, é crucial fazer a seguinte pergunta: onde desejo estar ao final desse período turbulento? 
Inteiro e de pé!

Os capitães das grandes embarcações, diante de tempestades adversas, adotam estratégias para minimizar os impactos e garantir a segurança da tripulação e da embarcação. Reduzem a velocidade, ajustam a rota e exploram novos caminhos, para alcançar o destino desejado. Enfrentam de frente a fúria do oceano, de maneira direta, pois é a abordagem mais eficaz para superar o perigo. E como certa vez afirmou o grande político britânico Winston Churchill: 
-Se você está no inferno, só existe uma coisa a se fazer: siga em frente. 
No cotidiano, também nos deparamos com obstáculos que podem ser equiparados a tormentas. 
É sempre oportuno lembrar as palavras do poeta Carlos Drummond de Andrade em sua célebre composição "Tinha uma pedra no meio do caminho…” *e sempre terá! 

No entanto, se há “Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”.*

A vida é uma jornada de superação de obstáculos e o verdadeiro significado da existência está na própria jornada, não no destino final. 

Viver é uma busca incessante pela realização de nossos desejos, mesmo que, paradoxalmente, a realização, por vezes, possa desencadear novas tormentas.

O ser humano é, por natureza, insatisfeito, e é justamente essa insatisfação que impulsiona a busca por novos desafios, mesmo nas adversidades da vida.
Há surfistas que buscam as maiores “ondas/ obstáculos” pra baterem marcas históricas.

Há um livro mundial de recordes!

Há  até  recorde de quem é a pessoa mais idosa do mundo. Imagine só  o quanto uma pessoa de 100 anos viveu até aqui?
O quanto de tormentas ela presenciou. Mais ainda, o quanto ela viu de mudanças  comportamentais significativas da sociedade? 

Atrás  da onda, haverá  sempre uma recompensa. Nem que seja o aprendizado.

O castelo a ser construído requer abnegação, sacrifício, controle emocional  e muita, mas muita paciência.
Não  basta pegar pronto.  Não há receita pronta sobre o desenvolvimento pessoal, a Inteligência  emocional e para aquele escudo do espírito, chamado rusticidade.

Certamente,  vão tentar te vender isso a todo custo.  Mas que graça  teria comprar pronto e não  viver as experiências do caminho?

Tormentas virão. 
Mas a alegria  virá logo pela manhã.

Quatro mil quilômetros de Brasil

Desta vez, o modo avião foi só no celular. Porque a cabeça, o corpo e o coração estavam completamente conectados com a estrada. ...